Fórmula Mágica – 3T17

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Há alguns meses atrás escrevi um texto sobre Joel Greenblatt abordando os principais aspectos da sua filosofia de investimentos, inclusive com um resumo da sua principal obra: “O mercado de ações ao seu alcance”. Para acessar esse conteúdo bastar clicar no link a seguir:

http://www.analisandoacoes.com.br/mercado-de-acoes/joel-greenblatt-e-formula-magica-parte-1/

Greenblatt utiliza a fórmula mágica como um filtro para posteriormente fazer um estudo aprofundado das empresas com melhor classificação. Para investidores iniciantes que não tem tempo para se dedicar ao mercado o autor sugere comprar uma cesta das melhores classificadas e não se preocupar com os detalhes de cada empresa.

Os dados foram extraídos do site Fundamentus e há uma pequena diferença na definição do ROIC utilizado por Greenblatt e o ROIC desse site, que acaba não interferindo na qualidade dos dados.

A diferença é que o primeiro ao calcular o ROIC, considera o intangível como parte de sua equação, e consequentemente, empresas com muito ágio terão seu ROIC elevado. Já o segundo desconsidera o intangível no cálculo do ROIC.

Quais foram as premissas utilizadas para encontrar as empresas melhores classificadas?

  • Liquidez média dos últimos dois meses superior a R$40000/dia;
  • Escolha da classe de ação mais líquida;
  • Cotação baseada no fechamento de sexta-feira (17/11/17);
  • Exclusão das empresas do setor de energia elétrica e bancos, conforme sugerido por Greenblatt;

O resultado encontra-se abaixo:

Fonte: elaborado pelo autor

Das vinte ações melhores classificadas, quatro possuem um não recorrente no resultado que inflou a sua respectiva classificação. Caso fossem excluídos os itens não recorrentes, IDNT3, EZTC3 e ODPV3 sairiam do top 20, enquanto BOBR4 permaneceria.

Em relação ao trimestre anterior as novas entrantes no top 20 são: QUAL3, SLCE3, VULC3 e CRPG5.

Talvez o maior problema da fórmula mágica seja não levar em consideração empresas bancárias e seguradoras. Como esses setores são relevantes no Brasil decidi fazer uma aproximação para poder classificar essas empresas. Substitui EV/EBIT por P/L e ROIC por ROE. As premissas utilizadas foram semelhante a da classificação anterior e o resultado foi:

Fonte: elaborado pelo autor

Mudando de assunto, na semana passada o Infomoney fez uma matéria bem legal sobre a Real Investor, gestora em que eu trabalho

Para ler esta matéria basta clicar no link a seguir: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/7044991/oraculo-londrina-seguindo-passos-buffett-gestor-paranaense-acumula-630-ganhos

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Paulo Garcia
Paulo Garcia
Me chamo Paulo Garcia, sou graduado em engenharia química e apaixonado pelo mercado financeiro. Essa paixão surgiu quando comecei a trabalhar em um fundo de investimento de ações em 2014. Eu acredito que investir em ações é a melhor forma de construir riqueza e patrimônio pensando sempre no longo prazo.

30 Comentários

  1. Luiz disse:

    Fala Paulo tudo bem ?

    Amigo com algumas incertezas à vista no cenário econômico, quais são suas expectativas pro mercado acionário no ano de 2018? Qual a sua postura pessoal com relação a ações? Vai diminuir sua exposição a ativos de risco? Segue confiante em uma estratégia específica pra esses ativos?

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Luiz.
      Fazer previsões macroeconômicas e tentar antever o resultado eleitoral está fora do meu círculo de competência.
      A Bolsa de Valores sempre nos traz surpresas. Parecia que o Brasil iria acabar com a eleição do Lula em 2002, mas este foi um ano excelente para ganhar dinheiro com ações.
      Acredito que o ponto chave é estudar bem as empresas que você é sócio e entender quais as implicações para ela num cenário de estresse, ou seja, alta do dólar, diminuição do PIB e etc.
      Mas escolher o timing para entrar ou sair da Bolsa é algo extremamente complexo que eu não prefiro fazer.
      Abraço

  2. Luiz disse:

    Uma outra dúvida com relação a fundos de ações… suponhamos que haja uma grande queda no Ibovespa (ex. efeito Joesley), e eu como investidor estava aguardando este momento pra aumentar minha exposição. Qual seria o melhor momento pra investir o dinheiro num fundo de ações? Um dia após a queda? O mês seguinte? Ou aguardar um cenário de recuperação?

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Luiz.
      Novamente te digo: tentar acertar o timing é algo muito difícil.
      Teve fundo de ações que apresentou performance positiva naquele dia, enquanto outros caíram mais de 20%. Acho muito interessante o cotista entender a cabeça do gestor antes de investir, se ele opera alavancado por exemplo, pois em um dia de sangue como esse a cota vai lá pra baixo.
      A Real Investor, por exemplo, apresentou performance positiva durante o mês de maio, pois tinha uma posição elevada de caixa, não opera alavancada e aproveitou esse dia para realizar compra de boas empresas a preços atrativos.
      Abraço

  3. Mazinho disse:

    Obrigado por compartilhar e atualizar essa série da fórmula de Greenblatt.

    Sucesso!

  4. Luís Gustavo disse:

    Olá Paulo.
    Tenho SLCE3 na carteira. Ela tem apresentado bom resultados, bons dividendos e recompra de ações. Porém vi que vc há um tempo atrás vendeu seus papéis. Você ainda acha uma boa ? Os indicadores me parecem muito bons.

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Luís.
      Eu gosto bastante da SLC Agrícola. Na época eu vendi a ação, pois julgava que havia outras oportunidades mais interessantes.
      É sempre bom lembrar que este ano está sendo recorde em termos de resultados e a empresa é uma produtora de commodities agrícolas, com alta dependência das condições climáticas.
      Se ela conseguir repetir a produtividade deste ano nos próximos e fazer algumas vendas de fazendas, acho que a tendência é o preço da ação diminuir o desconto em relação ao NAV.
      Abraço

  5. André marafon disse:

    Obrigado Paulo!! Ainda estou fazendo a minha e já tenho resultados antecipados rsss Abraços

  6. Lopes disse:

    Obrigado e parabéns pela atualização da fórmula mágica. Pensei que vc não atualizaria ela mais. Se vc puder atualizá-la após a temporada de balanços trimestrais, seria ótimo.
    Boa sorte na sua gestora, vc tem muita competência…
    Se não for abusar, vc acredita que wizs3 vai renovar o vínculo com a caixa? E vc acredita numa definição ainda em 2017?
    Abraço e sucesso.

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Lopes.
      Vou continuar atualizando a Fórmula Mágica assim que os resultados trimestrais forem divulgados.
      Quanto a WIZS3, não estou muito por dentro do case, mas esta é a questão chave para a empresa.
      Prefiro não opinar, pois qualquer coisa que eu disser será meramente um palpite.
      Abraço

  7. Guibro disse:

    Paulo, você mencionou a “exclusão das empresas do setor de energia elétrica e bancos, conforme sugerido por Greenblatt”.

    Mas ele diz pra “eliminate all utilities and financial stocks (i.e., mutual funds, banks and insurance companies) from the list” (p. 136).

    Acha que isso compreenderia também CGAS5? ECOR3? SAPR4?

    Tirar os bancos eu entendo, já que a contabilidade deles é incompatível com EV e RoiC, mas você poderia elaborar um pouco sobre o motivo pra se excluirem “utilities”?

    Te desejo muito sucesso!

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Guibro.
      Teus questionamentos sempre são muito pertinentes. Parabéns!!!
      Eu fico totalmente confortável em lhe dizer que não sei qual a resposta correta. Se fôssemos seguir ao pé da letra o que Greenblatt diz, deveríamos excluir as empresas que você mencionou. Mas acho válido lembrar que o mercado americano é muito maior que o brasileiro, inclusive com mais empresas elegíveis a classificação.
      Eu acho que o racional dele é que empresas de utilities tem uma dinâmica própria de receitas, margens e lucro. Por exemplo, se Sanepar perder a concessão dos principais municípios do Paraná (Curitiba, Londrina e Maringá) os resultados operacionais serão fortemente afetados.
      Qual a sua opinião?
      Deveria incluir as empresas de energia da amostra? Retirar todas as utilities?
      Abraço

      • Rocha disse:

        Ponto interessante!!
        Eu tenho duas carteiras, uma “previdenciaria” com foco em DY e LP e aí não tem como deixar de fora uma Taesa e Egie, ou Itsa, Abc, Irb, bbse etc por exemplo.
        E uma de Upside em que aplico Greenblatt, nessa eu sigo a recomendação de tirar financeiro e utilities, além de empresas com risco de uma mudança de lei ou canetada, ou que tem apenas um cliente, ou um cliente complicado (ex. ser fornecedor da petrobras) . No entanto, aceito o risco de governança ruim ou Cia cíclica.
        O mais importante que pude notar em 2 anos usando a fórmula é que quando ela acerta… é valendo, vide Unip e Fesa que hoje já são quase toda minha carteira de Upside por conta da valorização desse ano. Agora claro que tive “sorte” por 2016 e 2017 terem sido anos de bullish.

        Vocês tem experiencia em utilizar a fórmula em um ano como 2015 ou 2008?

        • Paulo Garcia disse:

          Olá, Rocha.
          Obrigado pelo seu testemunho. A sua estratégia me parece muito boa e continuará te dando um excelente retorno no longo prazo.
          Unipar e Ferbasa tem tido performances excepcionais este ano e realmente elas entrariam no ranking das melhores empresas, segundo a Magic Formula.
          Eu não fiz back test para os anos de crise, mas conforme demonstrado neste post (http://www.analisandoacoes.com.br/mercado-de-acoes/joel-greenblatt-e-formula-magica-parte-1/) a Magic Formula funciona no Brasil, ainda mais se não formos tão restrito nos critérios de liquidez dos ativos.
          Abraço

          • Rocha disse:

            Ja vi o Greenblatt falando que em 2008 enquanto o S&P caiu 32%, as empresas do ranking caíram 30%. Ou seja, bateu o mercado do mesmo jeito. Essa adaptação pro mercado brasileiro é bem particular, por exemplo, não tenho capital para investir em 20 ou 30 ações como ele fala e também não acho que temos tantas oportunidades aqui na Bovespa. Se eu não me engano a Gotham tem um fundo internacional com Securities de 26 países, não sei se tem Brasil, mas é demonstrativo que formula funciona global.

            Nesse site tem uma carteira que foi montada em 2015:
            http://barganhasdabolsa.blogspot.com.br/p/carteira-barganhas.html

            É interessante notar o desempenho pior no inicio x ibov x cdi. O Greenblatt fala muito disso, a fórmula funciona pq as pessoas desistem dela logo no inicio, não seguram para o LP.
            Parabéns pelo trabalho, vamos estudando e compartilhando ideias. Quem sabe um dia não entramos pro clube do Greenblatt?

            https://www.valueinvestorsclub.com/

          • Paulo Garcia disse:

            Olá, Rocha.
            O que você falou é muito verdade. Greenblatt comenta em sua obra que a Fórmula Magica continuará funcionando ao longo do tempo, pois muitos desistirão assim que os primeiros resultados negativos surgirem.
            Muito interessante o primeiro link que você compartilhou, eu só tenho uma ressalva em relação a base de dados que ele utilizou, pois o Fundamentus é extremamente útil a nós investidores, mas contém algumas falhas.
            É muito bom compartilhar ideias contigo, espero que continuemos assim e um dia entremos no clube do Greenblatt.
            Abraços

  8. Luiz disse:

    Paulo tudo bem ? Eu de novo… como pode ver, sou admirador do seu trabalho, aliás acho fantástico o trabalho de análise de ações com modelagens tão completas como as realizadas aqui no site…
    Posso dizer que gasto pelo menos 1h por dia pesquisando sobre mercado de ações, porém muitas vezes tenho a sensação de estar dando voltas, e de ser praticamente impossível pra um investidor leigo como eu, que tenho outra profissão, acompanhar vocês profissionais analistas de ações e montar minha própria carteira… queria uma opinião sua sobre o assunto… o quanto é possível pra um investidor leigo, profissional de outra área se dedicar e ser vencedor em ações, qual seria um tempo ideal semanal ou diário pra dedicação a este trabalho? Uma outra dúvida que tenho é, quanto tempo em média leva pra fazer uma análise como estas que você posta no blog na parte “análise de empresas”? Após algumas pesquisas me parece até loucura um investidor atuar no mercado de ações individualmente, ao invés de optar por um fundo de ações com profissionais que vivem disso. Estou sendo muito pessimista ou realista?

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Luiz.
      Muito obrigado pelo elogio!!!
      Há quanto tempo você iniciou esta rotina de estudar pelo menos 1 hora por dia?
      Acredito que no longo prazo esta pratica vai lhe render bons frutos. Conheço investidores que têm outra profissão e mesmo assim conseguem estudar as empresas que é acionista, ler as notas explicativas, ouvir as teleconferências. Mas lembre-se que é com o tempo que a evolução fica mais nítida e os resultados vão aparecendo.
      Se o investidor se sente confortável em fazer uma carteira de ações, ótimo. Mas acho que vale a pena mesclar parte do dinheiro destinado a renda variável em um bom fundo de ações ou multimercado.
      As análises de empresas que fiz no blog levava em média uma tarde para escrevê-las, mas algumas empresas eu já acompanhava desde 2015 e o que eu escrevo nesse espaço é apenas um resumo do case.
      Abraço

      • Luiz disse:

        Acredito que há uns 6 meses, porém este estudo não é diariamente sagrado, e também não foi totalmente voltado ao mercado de ações, tive que estudar investimentos como um todo do zero. Sem dúvidas, o fato de ter conhecimento é divisor de águas e já sinto isso na prática. Continuo estudando e sem dúvidas seu blog me ajudou bastante. Atualmente estou lendo sua recomendação “conversas com gestores de ações brasileiros” e estou gostando bastante. Sei que talvez esteja com um outro foco no momento, mas não tenho dúvidas que se você tivesse um canal de vídeos seu trabalho teria ainda mais sucesso e reconhecimento. Obrigado pela atenção de sempre e sigo acompanhando o blog. Abraços

        • Paulo Garcia disse:

          Acho muito legal fazer uma reflexão do tanto que você aprendeu nesses últimos 6 meses sobre investimentos de forma geral.
          Isto te dará uma motivação a mais para continuar se dedicando.
          Este livro é realmente muito bom, pretendo ler novamente.
          Muito obrigado pela sugestão, Luiz.
          Aprecio a sua participação aqui neste espaço.
          Abraço

  9. A formula Mágica de Joel GreenBlatt é muito boa, principalmente se tiraremos os lucros não recorrentes das empresas.

    Foi bastante inteligente trocar o EV/EBIT por o P/L e o ROIC pelo ROE. Pois as melhores empresas de bancos, seguradores e energia elétricas são lideres de mercado com blindagem contra outras empresas e altas margens de lucro.

    Ficou uma excelente lista de boas empresas.

    Abraço

  10. Alessandro Vargas disse:

    Em qual corretora tenho acesso ao fundo do Real Investor?

  11. Igor disse:

    Olá Paulo, sobre Valid, Romi e Eucatex, vc acredita serem bons ativos para entrada neste momento visando 2018? Gostaria de saber sua opinião. Forte abraço,

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Igor.
      Valid está em uma fase de reestruturação das suas operações com o foco total em corte de custos. Dois de seus principais mercados, cartões e telecom, são mais commoditizados, enquanto o melhor nicho de atuação da companhia e que possui maiores margens é o de identificação. Este último está sendo afetado neste ano devido a uma nova cobrança do Governo (SERPRO), que tem diminuído as margens da Valid. De qualquer forma os corte de custos implantados devem surtir um efeito positivo em 2018, aumentando assim as margens operacionais da empresa.
      Romi é uma empresa muito dependente da recuperação industrial do Brasil. Me parece que ela fez bem o dever de casa durante a crise, quando ficou mais enxuta, diminuiu o seu capital de giro, e consequentemente, a sua dívida líquida. Em 2017 ela voltou a crescer as suas vendas, o que tem tido um forte impacto em seu resultado, dado que ela é uma empresa que possui forte alavancagem operacional.
      Eucatex apresentou um 3T17 excelente e em termos de múltiplos é uma das empresas mais baratas da bolsa. A grande questão é que a Receita Federal bloqueou os dividendos que a empresa iria distribuir referente aos anos de 2012/13/14 e isto é um passivo representativo dentro do balanço da empresa.
      De qualquer forma a decisão de investir nessas três empresas ou em qualquer outra sempre tem que partir de você, Igor.
      Abraços

  12. Nascimento disse:

    Olá Paulo. Mais uma vez venho aqui parabenizar pelas excelentes análises, especialmente através da fórmula do Joel.

    Espero que você continue sempre atualizado, pelo menos após às divulgações semestrais.

    Gostaria de te fazer algumas perguntas.

    Você calcula alguma vez o ROIC exatamente como o Joel diz pra fazer, ou nas análises que você faz aqui somente tem a classificação com os dados do Fundamentus?

    Caso afirmativo, como conseguir calcular o ROIC correto? Seria ação por ação através das demonstrações?

    O EV/EBIT do Fundamentus é exatamente igual ao citado pelo autor do livro?

    Por último, você citou bancos e elétricas a serem retiradas. Li no livro do Joel que além dos bancos deveriam ser retiradas não só elétricas, mas todas as empresas de concessão pública. E isso incluiria por exemplo as de gás, as de concessão de rodovias, entre outras.

    Uma observação: no texto do post creio que ficou invertida a ordem ao explicar a diferença do ROIC do Fundamentus e o do Joel. Creio que houve uma troca nos termos “primeiro” e “segundo”, já que é o ROIC do Joel que desconsidera o intangível no cálculo.

    Desculpe-me tamanhas dúvidas. É porque eu aplico essa fórmula já há algum tempo, e seu site é um dos melhores nesse estudo. Por isso me senti seguro em tirar essas dúvidas aqui.

    Desde já obrigado e sucesso.

    Ps: caso haja um grupo do Greenblat, estou dentro rsrs

    Forte abraço e fica com Deus

    • Paulo Garcia disse:

      Olá, Nascimento.
      Vou continuar atualizando a fórmula tri a tri.
      Minha base de dados é retirada do Fundamentus, pois é a maneira que considero mais prática de fazer o ranking. No livro, o autor fala a respeito do earnings yield, que seria o EBIT/EV e nos fornece a mesma informação (empresas com altas taxas de retorno sobre os lucros).
      Este site é excelente para nós, investidores, mas percebi que para algumas empresas há alguns dados errados. Então eu excluo isto e também cito as empresas que tiveram não recorrente nos últimos resultados e que foram impactadas positivamente por estes fatores, para deixar o ranking mais limpo possível.
      Talvez o mais correto seria tirar as empresas de concessão do ranking, mas como o mercado brasileiro é muito enxuto considerei que faz sentido mantê-las. Mas isto é uma questão muito pessoal e se alguém fizer um ranking considerando as elétricas também acho que faz total sentido.
      Eu acredito que o ROIC do Greenblatt desconsidera o intangível, enquanto do Fundamentus não, mas fiz essas contas há um bom tempo atrás e posso estar enganado.
      Obrigado pela participação!!!
      Abraços,

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